Ontem eu fui vaiada ao sair de um ônibus. Não é sempre que isso deve ocorrer com um ser humano, então resolvi que tinha que comentar com o resto do mundo.
Melhor ainda, fui aplaudida ao passar pela roleta. Isso me deixou profundamente feliz. Quantas vezes uma pessoa normal (que não trabalhe em teatro, ou seja cantora e etc e tal) é aplaudida? eu diria que poucas vezes. Talvez, se nunca mais trabalhar em nada que tenha a ver com palmas, uma ou duas vezes no jardim de infância ou na primeira série durante uma apresentação obrigatória e provavelmente bonitinha, onde os pais a cada passo pronunciam em uníssono um grande ÓUMMMMMMMMMM (esse não é um momento para esconder o orgulho que possuem por aquele pedacinho de gente que um dia foi um joelho).
Mas voltando a vaia, achei muitíssimo divertido sair de um ônibus sendo vaiada. O que me levantou a questão: quantas vezes na vida somos vaiados? (novamente, se você não trabalha em teatro e etc..até porque, se você trabalha e está sendo vaiado, desejo a você que a ficha caia logo).
Mas eu realmente fui além das simples vaias divertidas, pensei em quantas vezes alguém falou na minha cara que algo que eu estava fazendo não estava certo. Dependendo da pessoa tem que ter coragem pra fazer uma coisa dessas, amizades podem ser acabadas. Então esse post vai em homenagem as pessoas que sempre jogaram a merda na minha cara (GRAAAAANDEEE Andrade).
Mas agora sério, eu sou uma grande apreciadora da verdade nua e crua. Creio que a sinceridade é a melhor coisa pra se ter com uma outra pessoa. Quando se bota as armas à baixo e se relaciona com o outro (como diria Lacan na psicologia :P), a sensação de vulnerabilidade é incrível, intrigante e assustadora.
Assustadora pelo fato de que nós desenvolvemos essas armas pra nossa própria sobrevivência (no meu caso um trêsoitão), e agora chego eu e digo pra deixarmos pra lá essas mesmas armas que nos ajudaram a sobreviver nesse mundo caótico?! Bom, todos (ou quase todos) que eu conheço são maiores de idade e vacinados, então decidam por suas próprias cabecinhas. Mas tenho que dizer que tal "viagem" de crescimento vale o preço da passagem.
O que me trás novamente à viagem de ônibus mais divertida em tanto tempo (sem contar, é claro à viagem de ônibus na porta). Fui no ônibus com o excelentíssimo André, que gosta de séries, livros e de uma cultura nerd em geral que eu curto. Após passar uma parte da noite na livraria Vanguarda, tomar um café, ir ao "shopping" tomar um chimarrão e falar besteiras, a noite foi fechada com chave de ouro em 45 minutos de palmas, vaias e conversas sobre Seinfeld e comic books.
Meu dia acabou como acabou graças as sábias palavras de minha professora, proferidas no dia anterior. Ela mencionou o fato de nós nos sentirmos culpados por tudo que fazemos. Como exemplo vou me utilizar da situação que ela indicou. Precisando fazer um trabalho, mas sem ter saco pra fazê-lo, ela acaba gastando horas fazendo o tal trabalho de mal grado, no momento que ela diz: "quer saber, que se dane, vou tirar o dia pra fazer o que ei quero e depois trabalho", ela consegue, após fazer o que queria mas não se deixava fazer, terminar o tal trabalho que duraria horas em minutos. Fiquei com isso na cabeça. Quantas vezes fico me sentindo mal, fazendo coisas obrigada e pensando no que eu gostaria de estar fazendo.
Com isso em mente, após descer do ônibus em direção à faculdade (com uma tristeza por motivos pessoais), fui para a aula atrasada. Quando a professora põe no quadro questões para fazer em aula e eu noto que não faço idéia do que ela está falando eu decidi: vou tirar o dia de folga.
Um dos melhores dias da semana, certamente. Vanguarda, palestra sobre cultura gaúcha, café, shopping, chimarão, amigos (otakus, nerds e afins). eu estava sériamente precisando de um dia para descarregar, e imaginem só: cheguei em casa e estudei a matéria das tais questões!
Por isso minha gente: MATEM AULA (na medida certa). Seu dia pode acabar em palmas, vaias e felicidade, como o meu.
Increvei como muda de assunto e retorna pro meesmo to pasmo AOPSKopaskopa
ResponderExcluirmas e verdade matar aula é bom (na medida certa) OPSKopAskopAKs ... não acredito q falei isso ;x
Já fomos espontaneamente vaiados e apaludidos por estranhos.
ResponderExcluirPróximo objetivo de vida: Ter uma música tema.
me senti orgulhoso com a menção ao meu nome
ResponderExcluirHahuahahuhauhuahuhauhauhauahau
ResponderExcluirMatar aula, às vezes - e só às vezes -, pode ser bom e produtivo. Melhor não virar vício.
Quero é saber quais foram os motivos das palmas e vaias!
Bjo!
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Ado,
Até o cada do Big Day tem música tema! hauhuahauuaha
Essa é a última postagem? Sério?
ResponderExcluirTá mais que na hora de atualizar, hein broto?